24.2.11

Perseverança / Resiliência


                             Tem sido duro mas eu VOU CONSEGUIR!

Só depende do ponto de vista.

Will you be quiet please, i´m trying to live...

...dou por mim a pensar na estupidez que parece ser estar para aqui muitas vezes a falar sozinha, neste depósito de coisas parvas. Sim, isto não é um blog nem nunca será, ou estaria a ofender quem de facto ESCREVE com conteúdo, como diria um antigo professor meu.
A necessidade de falarmos apenas por falar prende-se com o facto de, actualmente, ser demasiado difícil falar para alguém que me veja ou queira ver verdadeiramente.
Nunca tive a necessidade de ter um amigo imaginário, mas também nunca o considerei perturbador, pelo contrário, despertou sempre alguma curiosidade. Como seria, construir um mundo em que nunca estamos sozinhos, em que aquela companhia é sempre a que mais desejamos, afinal só o vemos porque o queremos ver...pffh, tenho sentido que necessito deste tipo de alienação da realidade mesmo sabendo que nunca dura por muito tempo.
De facto, sinto que estou num ponto de viragem da minha vida e de auto-conhecimento, estou a mudar e muitas vezes sem gostar do novo resultado, dou por mim a analisar demasiado tudo o que faço, o que penso, o que gostaria de pensar...
Não é positivo, e pela mesma razão, pela respectiva análise é que tenho necessidade de o fazer e por sua vez, "justificar" que o meu constante pensamento, luta para se esconder e trazer à consciência futilidades parvas que me distraem da minha realidade actual.
Caramba, como tem sido duro lutar para me manter focada nos meus objectivos e não desabar...é duro crescer e perceber que nem sempre somos o que desejamos e ainda assim exercemos demasiada pressão para o ser a toda a hora. Não permito menos do que isso e isso deixa-me DOIDAAAA!!!
Só queria ser menos exigente, só queria livrar-me do meu lado crítico e r-e-l-a-x-a-r.........a sério, estou esgotada, não consigo fazer isto por muito mais tempo e arranjar formas de distrair as consequências.
Só por isso não (me) permito a grandes conversas, dei por mim a criar este sitio apenas para me distrair nos momentos vazios, naqueles em que o pensamento vagueia e se aproxima do que não quero. Mas de facto, o que realmente me interessava era depositar o meu desgaste em algo que não me julgasse, que me ouvisse incondicionalmente e que me obrigasse a sentir-me melhor. Era bom e eu gostava mas não foi o que aconteceu.
Quando olho para estes posts reconheço o "eu social", o que sempre fui e continuarei a ser porque esta é de facto parte da minha identidade, mas não é o mais importante, é o trivial, o que todos conhecem. Mais do mesmo é o que é!
Amanhã volto a tentar...

Duck Sauce "Psik da Bia"

Para quem não sabe a música dos DJ´s Duck Sauce #Barbara Streisand# foi apenas uma segunda opção...
É, eu não gosto nada dessas modernices da fama, ter a gentinha toda a adorar-me e vai daí recusei a fantástica musica dedicada ao blog (ó pra ela aqui em baixo)

           »»»Duck Sauce "Psik da Bia" ««««

15.2.11

São Valentões

Eh pá, não tenho nada contra o amor nem contra gente apaixonada. Estou é um bocadinho farta de toda a gente dizer que não gosta nada destas tretas mas que até não se importava que lhe fizessem uma surpresa ou duas neste dia em que nada que envolva corações (aos pontapés), ursos com muito pêlo, a cor vermelha ou cor de rosa chocante que até dói, terá potencial para ser surpreendente.
A melhor comparação que me lembro para definir este dia são aquelas situações em que somos apresentados a uns familiares que nunca vimos mais gordos mas que os nossos pais faziam questão de nos obrigar a demonstrar "amor, saudade e carinho" pelas criaturas que acabaram de nos colocar à frente, a comentar
- "uiiii, que crescida que tu estás, e então já andas na escola não já?"...
Já senhores e também já me veio a merda do período, até já começo a sentir afrontamentos com esta idade.
Portanto, obrigar-nos a arrancar uma espécie de amor instantâneo, sabe-se lá de que parte do corpinho, em que basta adicionar meia dúzia de flores, juras de amor eterno e uma vela a acompanhar fica sempre bem para quem gosta de fazer fretes.
Os São Valentões são uns porreiros, não fazem nenhum durante o ano todo precisamente para ganhar força e energia para umas horinhas de amor tórrido e intenso.
No dia seguinte...começa outra vez a mesma treta.
......

E depois existem os outros, os que AMAM,
Como tu, eu e muitos mais...

12.2.11

Vou só ali cavar um buraco e ficar a dormir até ao próximo ano!

Não há pachorra para tanta falta de sorte, há dias em que não devemos mesmo sair da cama a não ser para fazer uma psizinha e tentar não escorregar no tapete ou o "#%$&#$%%.
O meu pópi está seriamente ferido e empenado, por culpa da minha péssima visão momentânea e completa estupidez  , consegui enfia-lo na frente de uma outra viatura que por sinal apenas resolveu testar os travões hoje!
A parte mais patética do episódio foi mesmo escolher a $%#& de uma e única rua das redondezas que tinha STOP do meu lado...consequência?? o resto do ano a comer sopa para pagar o arranjo :(
Ainda por cima para além da minha má sorte ainda consigo arrasta-la aos outros, conseguindo mesmo ter a triste pontaria de embater no carro de alguém que ia propositadamente resolver um assunto do seguro automóvel de um outro acidente que teve, imagine-se, a semana passada! Hã mas que bem!

DASSSSS LÁ PA MERDA que ultimamente só faço asneiras.

11.2.11

"Quem te deu licença de morrer?"

"Soube ontem que o Pontinha morreu em agosto. Era pobre demais para que alguém se interessasse por ele, falasse dele. Viva na franja da miséria, com uma reforma ridícula, que tentava melhorar engraxando sapatos, aos domingos, no Campo Grande. Nunca o vi maldisposto, nunca o ouvi queixar-se. Aceitava. Foi ordenança da messe de oficiais em Marimba, cortava-me a comida em bocadinhos de dois por três centímetros, que eu conferia com uma fita métrica, no pretexto do tamanho da minha goela. Um milímetro a mais e soltava um berro


- Pontinha


mostrando-lhe, de dedo apontado, que não cabia. O Pontinha levava aquilo para dentro e procedia a novas medições. No encontro anual da Companhia fazia questão de me preparar o almoço, às vezes mandava-o sentar-se ao meu lado e o Pontinha, impante, designando os outros soldados


- Mijam-se todos de inveja de eu estar aqui à sua beira


a triunfar, radiante de júbilo, torto, feio, feliz. Não usava arma, trazia um pano sujo pendurado do ombro. A higiene não era o forte dele mas, na desgraça em que vivíamos, quem se ralava com isso? Várias vezes lhe ordenei


- Tira o polegar da minha sopa


O Pontinha tirava, chupava-o, perguntava-me


- Já está limpo, não está?


e, sem dar por isso, metia-o lá dentro outra vez. No meio daquela água chilra distinguia-lhe o cuspo, e engolia o polegar, água morna e alguns feijões. À tarde, se estava no aquartelamento, pedia-lhe chá e torradas, mais duras que os meus dentes, com uma leve sombra de manteiga em cima. Quanto ao chá sabia, em partes iguais, a borras de café e a Pontinha. O Pontinha era atirador, mas como a sua coragem se mostrava um bocado vacilante passou para a messe, um casinhoto horrível, diante do pau da bandeira e das trovoadas. O segundo comandante, de quem eu gostava


- Porque é que vocês têm aqui esta coisa?


fitando o Pontinha num desgosto à beira das lágrimas, e no entanto mantivemo-lo firme, com a sua sujidade e os seus dentes mal plantados, porque o Pontinha era tão mau que se tornava esplêndido e dava um vago colorido às nossas tristes existências. Acho que acabámos por ter uma certa ternura por ele


(que palavra tão esquisita na guerra, ternura)


e nos comovia o seu desamparo. Se calhar ele também tinha uma certa ternura por nós e comovia-o o nosso desamparo. Epidemias de cólera, solidão, saudades. Só o Pontinha se me afigurava contente no meio dos seus tachos em desordem: servir os senhores oficiais, que privilégio. E este agosto morreu. Nos encontros da companhia admitia que a mulher lhe dava porrada:


- E tu?


o Pontinha, convicto


- Lá lhe vou batendo também


mas menos que ela, mais desembaraçada no bofetão. Não parecia sofrer com essas lutas, orgulhava-se sinceramente da ferocidade da esposa:


- Não é para graças


exultava ele


- Não é para graças


orgulhoso da sua padeira de Aljubarrota, que lhe ficava com o dinheiro porque o Pontinha sofria de inclinações para o tinto. Na última ocasião não veio, alguém comentou vagamente


- Parece que não está muito bem


e não sei quê nos ossos enfiou-o numa caixa. Agora já não lhe batem, nem dá banho ao polegar em nenhuma sopa. Porque é que a sua morte me entristece? Por ele, claro, mas por mim também. Por ele, dado que o Pontinha apreciava viver, mesmo no meio da aflição dos seus dias. Por mim, pelo facto de o meu mundo se ir despovoando. Não me agrada que me roubem o passado, me depenem de recordações, memórias, torradas, panos sujos. Apetece-me berrar


- Pontinha


e o Pontinha vir a correr, relativamente a correr visto que a pressa não fazia parte das suas características, suspender-se no limiar com o pano sujo, interrogar


- É o lanchinho senhor doutor?


(não me tratava pelo posto, tratava-me por


- Senhor doutor)


e proceder, num imenso chinfrim de metais, à confeção das suas fatias de granito. Apetece-me inquirir


- Enfiaste o dedo na caneca do chá?


escutar de volta


- Quer que prove a ver se tem bastante açúcar?


Uivar-lhe


- Não


com o Pontinha já a sorver um golo, chamar-lhe


- Seu cabrão


e no fundo achar graça a tanto desvelo maternal, tanto cuidado. Há anos anunciou-me


- Você precisa é que vá para sua casa tomar conta de si


e quase estive de acordo com ele. Insistiu


- Não quer que vá para sua casa tomar conta de si?


por uma unha negra não disse


- Quero


e de novo as mangueiras de Marimba, tão lindas, entre a Administração e o posto médico, e de novo a comida cortada em dois por três centímetros, e de novo as imensas noites de Angola na estreiteza de Lisboa. E de novo nós com vinte anos e de novo estrelas desconhecidas, sem fim, a garantirem-nos que éramos eternos, que seríamos eternos eternamente. Alguns cadáveres à nossa volta, claro, mas a gente eternos. Foste-te com uma coisa nos ossos, imagine-se. Com que direito? Se caíres na asneira de me aparecer à frente torno a chamar-te


- Seu cabrão


já que, vendo bem as coisas, não era má ideia estares em minha casa a tomar conta de mim.


- Se eu tomasse conta de você o senhor doutor andava aí como uma rosa


e palavra que me dava jeito andar aí como uma rosa, as pessoas


- Anda aí como uma rosa


e eu


- É que tenho o Pontinha comigo


para os que não possuem a sorte de ter o Pontinha com eles, nem de exigirem


- Dois por três centímetros, Pontinha, nem mais um milímetro


e o Pontinha, de fita métrica, a conferir o rosbife."




António Lobo Antunes in Visão



É bom quando sabemos reconhecer quem realmente se importa, quem nos dá tudo sem nunca pedir nada. De repente se faz tarde quando percebemos que esse alguém que exige nada, nada mais nos trará senão saudade.

"Foi pena" - dizemos nós.

Só porque...

Quero mandar tudo para o alto e começar de novo
Quero gostar do que faço e só fazer o que gosto.
Quero ter paciência na adversidade
Quero ser e pertencer
Quero completar-me e (um dia) ver completo o principal objectivo
Quero olhar para ti e sorrir sempre
Quero olhar para mim e não baixar os olhos
Quero entender o que agora não percebo
Quero ver o que não me deixas ver
Quero andar um passo à frente
Quero tudo o que não devo mas tenho tudo o que mereço
Quero dar vida
Quero ter vida
Quero garra
Quero luz
Quero vontade e segurança
Quero.te...

...desta vez não quero sofrer.

5.2.11

"Mar el poder del mar"

Dices que vengo, que voy
Que siento, que escucho, que pertenezco
Que sirvo para mucho
Que me estremezco
Que mi mirada es limpia, suave brisa
Que sientes el deseo de tenerme cerca
Que te distancias, por miedo a perderme
Que el barrio es mas hermoso
desde que apareci
Que soy la flor, que alumbra el jardin
El viento que se lleva a la senora luna
para que luzca el sol
Mi amor
Hoy solo quiero decir
Siento lo mismo por ti
El mismo sentimiento por ti

Que si
Que si
Que bien
Que me encanta escucharte
Adoro sentirte
verte moverte
Y sorprenderte de pronto
haciendote cosquillas en las rodillas
Que si
Que si
Que bien
Que me encanta escucharte
Adoro sentirte
El barrio es mas hermoso
desde que apareciste
Que hoy luce el sol en mi corazon
Mi nina mi amor mi rayo de luz
El camino que lleva a tu casa
es mi alegria
La primavera ha llegado a la ciudad
Y no sabes lo bien que me sienta, mama
Los dias tranquilos, transcurren serenos
Tus pasos los mios, peinando el sendero
Quien dijo que los muertos
no iban a resucitar?
Hoy llego mas puro que el agua mineral
Tu cara, tu casa
tu ojos sonriendo en mi cara
La brisa, la manana, el sol por la ventana
La calma, caricias, tu respiracion
Resuenan campanas desde el comedor
Las nubes, en el cielo, y pasa un avion
dibuja una linea blanca, algodon
tu almohada, tus ojos, tu mirada
Estoy en tu casa, ador tu casa
Pas un avion, traza una linea
ahora de plata
De plata, la medlla de subcampeon
Hoy gana, tus ganas, ganamos los dos
Estonosepara...


Minhas Momiji dolls!



Estou rendida!
Momiji Dolls

4.2.11

Humpff...

Ó pah, ó pah, ó pah como eu gostava que alguém me viesse fazer a limpeza cá a casa esta semana...
Ó pah...

Like it

Fóóóóóóóófinho o filme How do you know, é daquelas comédias românticas que nos deixam levar encantadinhas da vida.
Caramba como eu gosto daquele Owen Wilson.
Atenção, nada de companhia masculina, é mesmo para ver naqueles dias dedicadas a nós, a única companhia possível e temporária é um belo de um choc...ou quatro!

Oh eras!


"As pessoas que vencem neste mundo são as que procuram as circunstâncias de que precisam e, quando não as encontram, as criam."
Bernard Shaw

Devo estar com uma carrada de vesguice que por este andar venço só no mundo seguinte.
Ó fazchavor, mande vir o próximo!

Absolutamente vidrada


1. Nisto

2. Isto


3. ...e mais isto.












EU QUERO...